Deficiência de vitamina B12: O que é isso?

Atualmente devido a um erro alimentar praticado pela maioria de nós, está aumentando a frequência de uma doença denominada Disbiose intestinal, que resulta em deficiência da absorção vários nutrientes, dentre eles a vitamina B12. Fato também acontece com pacientes submetidos a cirurgia bariátrica que tem seu fluxo intestinal desviado, e consequentemente, deficiência na absorção dessa vitamina (entre outras), uso crônico de álcool, gastrite atrófica, uso de medicamentos inibidores da bomba de prótons (ex. Omeprazol) e pessoas veganas e vegetarianas (pois a vitamina B12 é encontrada somente em produtos de origem animal).

Dados do Tufts University Framingham Offspring Study sugerem que 40 por cento das pessoas com idades entre 26 e 83 anos possuem níveis plasmáticos de vitamina B12 na faixa normal baixa – uma faixa em que muitas pessoas experimentam sintomas neurológicos. Dezesseis por cento estava “perto da deficiência“ e nove por cento tinham uma deficiência clara.

Estima-se que a deficiência de vitamina B12 acometa cerca de 40% das pessoas com mais de 60 anos de idade, e alguns sintomas de sua deficiência são atribuídos ao envelhecimento natural ( tais como perda de memória, declínio cognitivo, diminuição da mobilidade, e outros), e devido a isso, seu diagnóstico fica prejudicado.

O espectro de normalidade da vitamina B12 é muito amplo, e resultados ditos normais, porém no quartio inferior, porém representar insuficiência da mesma. De outra forma, pacientes com Vitamina B12 normal, podem apresentar alterações de outros marcadores de B12 (nível elevado de ácido metilmalonico urinário (MMA), homocisteína e / ou holotranscobalamina ) que também induzem a sintomatologia.

A vitamina B12 atua na síntese do DNA e  das células vermelhas do sangue, na produção da bainha de mielina em torno dos nervos, e na condução de impulsos nervosos.

A deficiência de vitamina B12 provoca fadiga, letargia, fraqueza, perda de memória, problemas neurológicos e psiquiátricos, e por ultimo anemia.

Quanto ao tratamento, precisamos estar atentos a pacientes com problemas na absorção, onde drogas intramusculares são mais efetivas.

A prevenção através de uma alimentação funcional, é o melhora caminho para afastar essa doença silenciosa.

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